Nattan Carvalho Fotografia de Autor


Daniel Pradeep Singer / Songwriter - Ouça Your Soul Blog (OYS)
Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Soul - Samba Soul - Neo Soul - R & B - Disco - Funk - Jazz - Blues - Gospel - Hip Hop - Charme
contato: oys.blog@gmail.com

agosto 15, 2013

Lançamento de Livro sobre Técnica Vocal que Fundou os Alicerces da POP Music


Livro do grande mestre do canto, Marconi Araújo (Contratenor - Maestro),  é lançado. O livro trata da técnica vocal que fundou os alicerces da POP Music. Para adquiri-lo poderão acessar os seguintes links: reservas e compras.




agosto 14, 2013

Nêga (15/ago/2013) - POA


Niver Black Light Party 4.4 Guto Dj - Rio 40°


A Mulher que me fez "HOMEM": Tina Turner - The Queen of Rock in Roll


Caríssimos. Não é fácil manter um blog no último semestre do Doutorado. Mas não aguento mais estar afastado. Preciso escrever e me comunicar com o universo da música!

Hoje é um dia especial pois a Globo News, através do programa "Arquivo N" dá continuidade a série série "Reis do Pop". Hoje a homenageada será a Rainha do Rock in Roll,  a leoa Tina Turner (Leia mais em: vcfaz.TV - Globo News homenageia "Reis do Pop"). O programa vai ao ar hoje (14/ago/2013) às 23 horas.

O que eu poderia dizer sobre Tina Turner ou A Mulher que me fez "HOMEM"? Resumindo...Anna Mae Bullock nasceu em 26 de novembro de 1939 no Hospital Memorial de Haywood, em Browsville, Estado do Tennessee, no EUA. Em seguida foi levada para a sua casa situada numa cidadezinha chamada Nutbush, no Condado de Haywood.  A região era basicamente destinada a atividade agrícola, em especial o plantio de algodão, sorgo, soja e milho. Era um povoado pouco desenvolvido próximo a Rodovia 19, onde havia uma igreja, uma algodoeira, uma escola, etc. Assim Tina descreve na canção Nutbush City Limits de sua autoria. Seu pai, Floyf Richard Bullock, além de capataz de uma fazenda local era também pastor da Igreja Batista Woodlawn. A sua mãe Zelma era uma índia temperamental. Após inumeras brigas conjugais, Zelma abandonou o marido e se mudou para Sant Luis com sua outra filha Alline. A pequena Anna, três anos mais moça que Alline, permaneceu no campo com a avó. Mais tarde Anna Mae  se mudou para Sant Luis, onde foi viver com a mãe e a irmã. O sonho de Zelma era que a jovem Anna se tornasse enfermeira, mas algumas surpresas mudaram o roteiro projetado pela mãe.
 

Ao frequentar casas noturnas para negros em uma época de intensa segregação racial, Anna Mae Bullock conheceu o lider de uma banda local chamada King of Rhythm, o músico Ike Turner. Logo que ouviu a voz da moça que um dia se aventurou ao microfone, Ike ficou louco com o seu timbre único. Qualquer um ficaria, mas ele chegou primeiro! Tina mesmo diz: "minha voz nunca foi um a voz feminina e doce como a de Diana". Ike logou a integrou a sua banda e  situou como o principal vocal e assim surgiu Tina, nome artístico dado por Ike a Anna, que foi inspirado na personagem do filme popular de ação, Sheena - A Rainha das SelvasTina iniciou uma jornada rumo ao estrelato. No entanto, não foi muito fácil pois como num picante drama de cinema, Tina protagonizou cenas de abuso, nas quais o vilão era o próprio marido, que a espancava sem motivos e de forma inesperada. Uma mente insana que a qualquer olhar diferente de Tina, dizia: você está querendo me sacanear e começava a pancadaria. 


Após anos de agressões e uma tentativa de suicídio, O próprio Ike, sempre interessado em ocultismo trouxe uma nova secretária para o estúdio que entoava uns mantras. Mal ele sábia que providenciara um meio de Tina se libertar. Através desta moça, Tina conheceu a prece budista Nam-myoho-renge-kyo. Tina recitou e se libertou! Não foi fácil, pois após uma cena de pancadaria no carro de Ike e chegar ao hotel em dia de estréia de show com o rosto inchado, lábio partido e sangrando, Tina foge com alguns centavos no bolso e o desfecho foi um divórcio turbulento, com o qual Tina finaliza esta "união" abrindo mão de todos bens materiais e com o direito de usar seu nome artístico, Tina Turner. Com muitas dívidas a pagar e com mudanças no cenário musical, Tina enfrenta uma séries de obstáculos até encontrar o jovem empresário australiano Roger Davies, que também empresariava Olivia Newton-John em seu auge. Os anos 80 chegaram e o cenário do Rock in Roll se formou como um bloco que dominou a Cultura Pop. Tina novamente corajosa se aventura no mundo do Rock. Seu retorno é memorável e seu primeiro disco solo lançado para as grandes massas, Private Dancer, rende uma série de prêmios, entre eles o Grammy de melhor vocal feminino de Rock



Aí que começa a minha história. Em 1983 eu vi Tina no videoclipe Let´s Stay Together. Eu fui ao delírio com aquela mulher negra com cabelos loiros, sensual, aquelas pernas e uma voz de arrepiar todos pelos do corpo. Aquilo mudou minha vida. Eu a segui recortando reportagens de revistas. Ficava hipnotizado com suas aparições na TV. E quando veio ao Rio em 1988, eu tinha apenas 13 anos e infelizmente eu não pude assisti-la. 

Uma série de conflitos eu vivi na minha adolescência e com a descoberta dos caminhos que eu naturalmente seguiria. E foi ouvindo Tina Turner que eu superava cada dificuldade a cada momento. Sua voz rascante e agressiva me fornecia forças pra lutar e nunca me abater. Em certos momentos de depressão eu ouvia Show Some RespectI Might Have Been Queen e Better Be Good To Me. E todas estas canções se tornaram hinos de luta pra mim. Uma das frases que mais me marcam e momentos conflitantes e me fortaleceram são:


We've got to show some respect
We've got to learn to protect
Don't take it for granted, I know
That if you want to stay close
We've got to show some respect
OU


I look up to the stars with my perfect memory 
I look through it all and my future is no shock to me 
I look down but I see no tragedy 
I look up to the stars till I find my destiny 
I look up to my past, a spirit running free 
I look down, I look down and I'm there in history 
I'm a soul survivor
OU


You better be good to me 
That's how it's gotta be now 
Cause I don't have no use 
For what you losely call the truth 
You better be good to me

Mas não parou por aí! Em 1994 eu vi o filme de sua biografia e fiquei tocado pela maneira como Tina havia se libertado do casamento através da prática do Nam-myoho-renge-kyo. Apesar de ainda achar um pouco estranho, tive o desejo de seguir o mesmo caminho, mas não conhecia meios para tal. 


Em 2001 eu estive do Japão e visitei templos budistas de outros seguimentos e fiquei encantado. Em 2002, eu comecei a ler livros do Dalai Lama e, embora se tratasse de outra linha do budismo, o meu interesse crescia. Em 2011 eu finalmente tive contado com o Budismo Nitiren através de uma amiga, mas ainda não estava preparado e somente em 3 de março de 2012 eu me converti. Essa conversão também veio através de Tina, hehehe. Eu integrava o grupo do fã clube internacional no Facebook. E um fã de Tina Turner de São Paulo, Giballin Gilberto, indicou-me um amigo em Porto Alegre que providenciou minha conversão em poucos dias. Desde lá eu experimento um caminho de força em minha vida. Um caminho que eu já experimentava a ouvir as canções da Leoa Tina.


Tina Turner é a artista feminina de Rock melhor sucedida da história, em vendagem de ingressos e discos. Suas performances eletrizantes contagiaram milhões e lhe proporcionou mega turnês na Europa e América do Norte. Em 2008-2009 sua turnê de 50 anos de carreira foi um sucesso, aos 68-69 anos de idade e sem nenhum material fonográfico inédito para promover. Simplesmente querem ver Tina Again Again Again.


Tina Again Again Again é uma realidade. Aos 73 anos a mulher mais sensual do Rock é capa da Vogue alemã. Ainda tem a coragem e liberdade de ser feliz e casar pela segunda vez. Mas agora com um cara que acompanha e que convive amorosamente desde os anos 80, o respeitável Sr. Erwin Back, executivo da indústria fonográfica.


Tina tem o direito de ser feliz sempre! Ainda mais agora aos 73 anos, quando pode desfrutar uma vida calma e tranquila longe dos palcos, em sua casa na Suíça  Eu também posso e opto pela felicidade. Todos podemos ser quando abandonamos os cenários de sofrimentos, nos quais estamos inseridos, mas não necessariamente nos pertencem. Você também pode e isso não tem a ver com dinheiro ou fama, mas sim com a capacidade de renunciar a tudo que lhe faz mal e se reconstruir. Mesmo na lama o lótus floresce. Beijos a todos!




junho 10, 2013

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maio 12, 2013

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Amanhecer Escutando Clawdia Ejara, Eu Recomendo!



Eu tive a honra de receber este presente de Joeblack, o CD Amanhecer de Clawdia Ejara. Hoje resolvi "Amanhecer" ouvindo e escrevendo sobre o primeiro trabalho solo da cantora. Hoje também acontece o show de lançamento do CD no Diquinta, consagrada casa dos amantes da Black Music em São Paulo, na Vila Leopoldina. 

O CD é uma delicia! Com 18 faixas, conta com 16 inéditas e duas versões extras (Remix) das canções Diga, produzida pelo DJ Som 3, e Vou Invadir, versão "setentista" da banda Funk Como Le Gusta. Os arranjos no estilo Neo Soul e outras referências são resultados da produção apurada de Joeblack, dentre outros produtores, que assina a produção em dez faixas. Joe também contribui como compositor em várias faixas, ao lado de Clawdia e seu marido, Frank Ejara. Aliás a presença do maridão é marcante nas composições que dão brilho a voz de Clawdia, que além de suave e cativante é bem executada. Os vocais de fundo também são um primor. Gostaria também de destacar as Intros, dentre as quais eu particularmente adoro Caminhando I, na qual Clawdia diz: "Falo do amor, não da paixão! Não é isso que me guia! Por que se eu fosse apaixonada certamente estaria perdida! Eu sinto ter muita verdade neste trabalho que não deixa de ser também o nascimento de um belo filho do casal. O álbum também apresenta faixas com a contribuição de Legend Beatslaya dos Estados Unidos, Nicky Lars & Buddy Sativa e Aaron Evo da França. O CD foi masterizado em Los Angeles por uma lenda do mundo da música, Brian “Big Bass” Gardner, que entre outros masterizou discos de Michael JacksonStevie WonderJanet JacksonEminenDr. DreMary J. BligeBeastie BoysBlackstreetEn VogueThe Black Eyed PeasToni BraxtonBrandyChristina AguileraDestiny's ChildJay ZMariah CareyNelly FurtadoQueen LatifahOutkast e Pitty, apenas pra citar alguns. Cabe também destacar as fotos belíssimas do encarte que tem a assinatura do fotógrafo Newton Santos e, claro, da genética de Clawdia, que além de ser uma linda mulher é muito elegante.

Não esqueçam! O show de lançamento é hoje e gostaria muito de estar presente, mas fico na torcida aqui de Porto Alegre. Tenho certeza que será um grande sucesso. Aguardo de sua produção, fotos e vídeos para que eu possa publicar aqui no OYS Blog. Um brinde ao "Amanhecer" maduro e apaixonado de Clawdia Ejara. Um brinde ao criativo casal Ejara! Um brinde ao amigo Joeblack e sua luta pelo fortalecimento do R&B no Brasil



maio 05, 2013

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maio 04, 2013

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James Brown Completaria 80 Anos Nesta Sexta, 3/maio/2013.




Se estivesse vivo, James Brown completaria 80 anos nesta sexta, 3. Brown não só revolucionou a música dançante e “inventou” o funk, como também foi um dos maiores e mais polêmicos nomes do showbusiness norte-americano.


James Joseph Brown, nascido no dia 3 de maio 1933 em Barnwell, Carolina do Sul, começou a vida na total pobreza. Quando o futuro astro tinha cerca de 4 anos, a família dele se mudou para Augusta, Geórgia, local que ele sempre considerou sua cidade do coração e onde morou até morrer. Quando adolescente, Brown tentou ser boxeador, mas foi parar no reformatório depois de se envolver em um roubo a mão armada. Lá, se disciplinou e se envolveu com a música gospel. Quando saiu do cárcere, fundou o grupo The Famous Flames ao lado do amigo Bobby Byrd, fundamental na criação da identidade do cantor.

Na metade dos anos 50, a cena de R&B se tornava cada vez mais forte, lançando a base para o emergente Rock and Roll. A suplicante “Please Please Please”, creditada a James Brown e o The Famous Flames, foi sensação em 1956 quando saiu em compacto simples pela Federal, subsidiária da King Records. Mas depois desse hit Brown voltou a estava zero. Seus singles seguintes eram competentes, mas não passavam de imitações genéricas de sucessos de Little Richard e Ray Charles. Mas em 1958, com o estouro da balada “Try Me”, a carreira dele se reergueu. A partir daí, Brown teve hit atrás de hit, entre eles "I'll Go Crazy", "Think", “Lost Someone” e “Night Train”.


Em 1962, o disco Live at The Apollo foi um verdadeiro fenômeno, chegando ao segundo lugar da parada Pop. Era um disco ao vivo gravado no lendário Apollo Theater, em Nova York, onde Brown apresentava vários medleys das canções que tinha gravado até então. No final de 1964, a eletrizante aparição dele no TAMI Show roubou a cena, mesmo tendo como concorrentes outras lendas como Marvin Gaye, Beach Boys, Rolling Stones, Supremes e outros. O concerto, que foi filmado e exibido nos cinemas, abriu as portas do universo de James Brown para muita gente. É o registro definitivo desta fase do cantor: ele canta de forma intensa e dança freneticamente.

Funk e política
No ano seguinte, Brown lançaria os hits gigantescos "I Got You (I Feel Good)" e “Papa’s Got a Brand New Bag”, conquistando de vez o público branco. A música de Brown foi se tornando minimalista, buscando cada vez mais as raízes africanas, com o ritmo prevalecendo sobre a melodia. Sucessos como "Cold Sweat", "I Got the Feelin'" e "Mother Popcorn" já não eram chamados de soul, mas sim de Funk. Mas Brown não se contentava apenas em mudar o rumo da música popular. Ele começava abertamente se envolver com política. Suas palavras e atitudes influenciavam a população negra, justamente em um momento extremante tenso da questão racial nos Estados Unidos. No dia 5 de abril de 1968, um dia depois do assassinato do reverendo Martin Luther King Jr., ele fez um show em Boston que ajudou a acalmar os ânimos da população da cidade, que explodia em meio à violência e a saques.


Mas o cantor confundia a opinião pública. Ele lançou a explosiva "Say It Loud - I'm Black and I'm Proud", que muitos encaravam como um hino não oficial dos Panteras Negras. Só que Brown não pregava a revolução – era, sim, um republicano ferrenho. Apoiava o presidente Lyndon B. Johnson e foi cantar para as tropas dos Estados Unidos que estava no Vietnã. Brown advogava que o governo deveria ajudar as comunidades negras, mas também era um grande defensor da livre iniciativa.

Pouco tempo depois, em 1970, Brown juntou a J.B.’s, considerada sua melhor banda, tendo no baixo Bootsy Collins, que logo se tornou um dos nomes mais importantes da funk music. Com o J.B.’s, Brown lançou o mega-hit "Get Up (I Feel Like Being a) Sex Machine".


O Declínio do Chefão
A essa altura, Brown, que era chamado de Godfather of Soul (padrinho do soul), excursionava pelo mundo todo e quando ia a África, era tratado como um verdadeiro rei. Ele também se tornou um poderoso homem de negócios, dono de uma cadeia de restaurantes e de várias emissoras de rádio, sempre procurando dar emprego a população negra desprivilegiada. Na primeira metade da década também fez trilhas para filmes de blaxpoitation como Black Caesar e Slaughter's Big Rip-Off. Mas na segunda metade da década de 70, o horizonte de Brown ficou escuro. Maus negócios fizeram seu patrimônio encolher substancialmente e ele também teve problemas com impostos. Brown, que era um feroz disciplinador, frequentemente perdia os músicos de suas bandas, que não concordavam com seu rígido esquema de multas e a forma arrogante com que eram tratados pelo cantor. O pior é que, com a chegada da disco music, a música de Brown perdeu um enorme espaço nas paradas de sucesso e nas casas noturnas. Em 1979, ele lançou o disco The Original Disco Man, feito para provar que ele tinha lançado as bases para a o estilo. Mas o álbum não fez sucesso, confirmando o mau momento dele. Em 1981, Brown dispensado pela gravadora Polydor.

Ressurgimento e problemas
Os anos 80 foram erráticos e complicados para James Brown. O bom é que novas gerações tomavam conhecimento da arte dele. Ele apareceu em filmes como Os Irmãos Cara de Pau e Rocky IV – neste último, Brown apresentou “Living in America”, seu último grande sucesso. Ele começou a ser constantemente sampleado. In 1984, se juntou a Afrika Bambaattaa na canção "Unity", provando que se não fosse por ele, o Rap e o Hip Hop teriam que surgir de outra forma. Mas a vida pessoal do cantor degringolou. Ele, que sempre foi contra qualquer tipo de droga, se tornou viciado quando chegou à meia-idade. Em 1988, foi preso e sentenciado a seis anos depois de fugir da polícia quando foi pego com drogas e armas. No final, cumpriu cerca de metade da sentença. Até o fim da vida Brown esteve envolvido em casos de violência doméstica. O artista se casou oficialmente três vezes e teve nove filhos, alguns fora do casamento.



O mito e a morte
Nos últimos anos de vida, James Brown, em meio a uma confusão ou outra, aproveitou o status de lenda viva. Os antigos álbuns eram agora lançados em CD – a premiada a caixa retrospectiva Star Time, lançada em 1991, foi considerada um marco. Ele gravava apenas ocasionalmente e ganhava todo tipo de homenagem da indústria e da Geórgia, seu estado natal. Mas não parava: fazia questão de estar sempre na estrada com sua nova banda, The Soul Generals.


James Brown esteve várias vezes no Brasil, tendo sido a última em agosto de 1999. Em 2006, ele ainda seguia se apresentando ao vivo e não tinha intenção de parar. Mas no segundo semestre daquele ano começou a ter problemas de saúde. No dia 23 de dezembro, depois de uma visita ao dentista em Atlanta, Brown passou mal. Foi internado e morreu dois dias depois, aos 73 anos. A causa foi um ataque cardíaco, consequência de uma pneumonia. O velório durou dias – um verdadeiro carnaval, com o caixão de Brown rodando os Estados Unidos. Foram realizadas cerimônias fúnebres no Apollo Theater, em Nova York, e em Augusta. Finalmente o corpo do cantor foi enterrado no dia 10 de março de 2007 em uma cripta na casa de Deanna Brown Thomas, uma das várias filhas do cantor. Mas a família ainda pretende construir um suntuoso mausoléu para colocar os restos mortais de Brown.


Há 15 anos, Jogador Inglês Gay se Suicidava Após Perder Batalha Contra o Preconceito



O mundo do esporte se surpreendeu nesta semana com a notícia de que o pivô da NBA Jason Collins assumir publicamente que é Gay. Collins foi apoiado pelo mundo do esporte em geral e até pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pela sua coragem de se declarar. No entanto, há exatos 15 anos, um atleta que disse ser homossexual perdia definitivamente a batalha contra o preconceito.

No dia 3 de maio de 1998, o jogador de futebol inglês Justin Fashanu, que atuou em clubes como Nottingham Forest, Manchester City, West Ham e Newcastle, foi encontrado morto após ter se enforcado dentro de uma garagem em Londres. Ele tinha 37 anos. “Eu cheguei à conclusão que sou considerado culpado. Não quero causar mais constrangimento para meus amigos e família”, disse o atleta, em sua carta de suicídio. O motivo de “causar constrangimento” a seus queridos era o fato de 7 anos antes Fashanu ter se assumido gay

Ao longo de sua carreira, Justin Fashanu sofreu com insultos homofóbicos de técnicos, piadas cruéis de seus companheiros e time e cânticos de insultos de torcidas. Até seu próprio irmão, John, falou publicamente mal sobre ele pela revelação de ser homossexual. E as autoridades nada fizeram para apoiar Fahsanu

“Me dá calafrios pensar sobre a decisão de Jason Collins e a forma positiva como foi aceitada. Justin não teve isso. Nada do aconchego, nada de reconhecimento sobre a coragem por ter feito o que fez. Ao invés disso, as pessoas pegavam no pé dele por isso, faziam o sentir inferior, errado”, disse Amal Fashanu, sobrinha de Justin, ao site Yahoo! Sports. Ela tinha apenas oito anos quando seu tio morreu e produziu um documentário sobre a vida dele para a rede de televisão BBC.


Fashanu já havia quebrado barreiras no início da década de 90, quando ele se tornou o primeiro jogador de futebol britânico a valer mais de 1 milhão de libras em uma transferência, quando se mudou do Norwich City para o Nottingham Forest em 1981.

No ano anterior, o Nottingham Forest havia ganhado a Champions League. Um dos heróis desse título, Brian Clough chegou a abordar Fashanu, que frequentava boates e clubes gays, e perguntar o motivo dele frequentar “essas m... de lugares”.

Em meados da década de 90, Justin Fashanu chegou a ser acusado de assédio sexual no estado de Maryland, nos Estados Unidos – onde atos homossexuais eram ilegais à época -. Pouco tempo depois, ele voltou para a Inglaterra e cometeu suicídio após voltar de uma sauna gay.



abril 30, 2013

Sul 21 » Jogador do NBA Jason Collins assume a homossexualidade

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Obama elogia coragem de jogador da NBA que assumiu ser gay - Notícias UJ

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Blues é na Raw Blues


Charme Soul + Rio Comprido (11/mai/2013) - Rio 40°


Charme Zona Sul (4/mai/2013) - Rio 40°


Black Charme (5/mai/2013) - Rio 40°


Charme & Pagode (19/mai/2013) - Rio 40°


Modern RnB and Classic Soul (25/mai/2013) - Rio 40°


abril 29, 2013

Mundo Paralelo de Joeblack - Cuidado, Pois Você Pode Não Voltar!


Simplesmente uma delicia esse "Mundo Paralelo" vol. 2 de Joeblack. Eu acabei de criar um bordão pra definir o que eu senti quando submergi em seu Mundo Paralelo, querido Joe! Quem me conhece sabe o quanto sou palhaço e imagino umas cenas típicas de revista trash em quadrinhos. Ao som das primeiras faixas já me soltei aqui e fui dançando do quarto até o banho. Imagina a cena. Não! Melhor não imaginar! De repente tive um delírio e me transportei para um legítimo Mundo Paralelo sonoro que a seguir descrevo. Eu entrava numa redação de uma certa rádio, mas era meio confuso pois parecia mais uma boate que uma rádio, e na pista tinha uma pessoa querida chamada Márcia Barros dançando loucamente. Quem conhece o universo da Black Music em Porto Alegre sabe quem é essa pessoa querida, uma grande radialista. O Dj era outro querido amigo meu, o Ricardo Pont, mais conhecido por Ric Toca Disco. Ele estava daquele jeito como o conhecemos na noite. Suuuuuuuper produzido. Entro e pergunto: Que som é esse Márcia Barros? Coloco as mãos pra cima me rendendo ao groove. Nesse momento caem mil pen drives dourados do meu bolso. He He He. Eu disse que era palhaçada! Conhecem aquela expressão gaúcha "caíram meus butiás do bolso"? Ah pois é, como diz a  minha amiga Isabel. Agora sempre que eu me entregar ao suingue de um novo som e não parar de dançar eu vou gritar: Márcia Barros, caíram meus pen drives do bolso! Pen drives dourados! Não esqueçam! Confesso que estou com dificuldades de ouvir a obra toda, pois eu viciei nas faixas 2 e 3, Highway e O Som. Não consigo passar adiante!!!!!!!!! Coloco pra repetir e repetir! Meu ouvido arranhou. To com defeito! Troquem-me! Não quero sair desse Mundo Paralelo! —Venha para luz Danieeeeeeeeeeeeeeellllll —Grita Barros.


Agora pra quem não conhece o Joe eu aviso que o cara tem estrada. Nascido em Porto Alegre, há 37 anos, nunca escondeu sua paixão pela black music. Desde cedo já preferiria discos de artistas como Barry White e Stevie Wonder a brinquedos que qualquer garoto de sua idade gostaria de ter. Ouvindo aos 4 anos os LPs do irmão mais velho, teve contado com as vertentes da Soul Pop da época, representadas pelo grupo Earth Wind and Fire, o já citado Stevie Wonder e pelo até então emergente megastar Michael Jackson e sua pérola Off the Wall. Desde então, contaminado pelo poder do ritmo e das melodias negras, Joeblack começou a vislumbrar uma carreira musical. Com o passar dos anos, já na faculdade de comunicação social, onde se formou em Publicidade e Propaganda, Joeblack fez parte de uma banda de soul music montada pelos seus colegas chamada The Hard Working Band, como um dos vocalistas. O grupo fez muito sucesso no Rio Grande do Sul, gravando 3 discos em 7 anos. Depois desse começo bem sucedido na música, Joeblack partiu rumo ao centro do país para tentar mostrar seu trabalho enquanto produtor, que consiste numa mescla de R&B, Soul e Hip Hop

Influenciado por Quincy Jones, Babyface e Teddy Riley, o cantor/produtor começou em 2005 a produzir músicas para diversos nomes que começavam a despontar no cenário do Hip Hop em São Paulo. Apesar de ter lançado em 2003 um EP com 5 faixas, Joeblack decidiu dar um tempo no seu trabalho enquanto cantor e resolveu concentrar-se na produção de outros artistas como Quelynah, WX, Rodrigo Moratto, Negra Li, Goobie. Ele também assinou remixes para o projeto Limão (do site Limão), para a cantora Cindy e o Grupo Antônia. Em 2011, lançou despretensiosamente o projeto Mundo Paralelo vol. 1, que homenageia a música negra da década de 80. Suas músicas “Delorean”, “Agora Vai” e “Voltar” com participação da cantora Angel B, chamaram a atenção da cena dos dançarinos de São Paulo, tornando o EP bem conhecido no meio. Essas músicas também conseguiram atingir um público internacional, uma vez que o projeto fez parte de diversas edições do programa em formato de podcast “Soul Unsigned” do DJ londrino Phil Driver. Como produtor Joe pretende contribuir com que sua sonoridade construa uma cena de R&B forte aqui no Brasil e competitiva no mercado internacional. Atualmente faz parte do grupo de produção WeAreTheHit, junto com os também produtores Riztocrat (Sevenlox) e Victo PLG Reis.

O volume 2 do seu projeto Mundo Paralelo conta com participações especiais de Momo King aka Tonho CroccoJuliano Barreto e Sevenlox. Esta disponível pra download gratuito. É só baixar e se jogar em seu Mundo Paralelo. Você volta se quiser ou não! Ou se o som de Joe permitir!


Black Hits (4/mai/2013) - POA


Desabafo ao Brasil: Por Que me Traiu?

Fazer ou não "fazer" eis a questão?
No Brasil...
Quem não faz "esquema"...não faz nada!
Quem faz o mínimo é desencorajado...
Quem faz o máximo é exilado
Quem contesta é ativista
Quem segue a lei "complica"
Quem "facilita" enriquece
Quem trabalha cai na fornalha
O que sobra?
Nem lodo de mangue tem pra se atolar
Se tem é poluído!
Ah Brasil! Por que me traiu?
Me deixas com sede... preciso desabafar na rede!
O que será da nação? De mim não terás Perdão!

Hoje senti saudades dele - o gênio Cazuza. Esse cantor e compositor carioca que tinha alma Blues e Rock in Roll. Aliás, os melhores Blues que surgiram no mercado da música Pop brasileira, nos anos 80, são de Cazuza. Depois de escrever esse desabafo que não é poesia e nem música é, apenas um desabafo, eu lembrei de suas canções. Ele não faz parte das minhas maiores influências musicais, mas já faz um tempo que recebi o apelido de Cazuza pelo fato de que tenho a língua um pouco solta, o que lembra um pouco a língua preza do Cazuza. Certa vez fiquei sabendo até que ele foi recusado a gravar uma locução por causa disso. Enfim, jamais me compararia a Cazuza por que ele é um ícone, mas me identifico com suas letras. Em especial estas duas abaixo. E retorno a sentir a angústia que eu sentia nos anos 80. Mesmo sendo criança eu me lembro do movimento Diretas Já e o quanto aquele momento foi marcante. Mas nada aprendemos com a conquista. Votamos mal desde aquela época! Em quem votamos eu atribuo a culpa do Brasil estar despencando. Ou a culpa é nossa? Conseguiremos dormir a noite com tranquilidade? Assim como imaginamos que assassinos e ladrões não dormem noite de forma tranquilo, eu pergunto se quem vota mal também dorme? Todos nós votamos mal! Como poderemos aprender novamente a confiar e ter esperanças???



abril 28, 2013

Hot Floor RnB Radio


Black Party Em Alto Mar (15/set/2013) - Rio 40°


Eu Amo Baile Charme (1/mai/2013) - Rio 40°


Soul Train é na Web Rádio Soul Black FM


Bossa Black Toda Quinta-Feira às 20 h no Clube da Black Music


Labirintos Do Pensamento: Iniciação Ao Mundo Das Reflexões Vivas.

Labirintos Do Pensamento: Iniciação Ao Mundo Das Reflexões Vivas.: Aqui temos a chance de nos confrontar com frases de efeito e pensamentos de vários nomes da história que certamente podem nos introduzir par...

Mundo numa nota só: Um campo de concentração.

Mundo numa nota só: Um campo de concentração.: "O trabalho liberta". A inscrição, com tinta gasta, nas grades de ferro do portão de entrada de Dachau causam arrepios. E não é...

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Pascoal Online - Notícia e Opinião - Raul Soares: Barack Obama: Um aviso aos evangélicos: Seja você cristão ou não, o que você acha deste pronunciamento sobre o comportamento evangélico feito pelo Presidente dos Estados Unidos Bar...


blog da AÇÃO CULTURAL: MPB – A História que o Brasil Não Conhece

blog da AÇÃO CULTURAL: MPB – A História que o Brasil Não Conhece: Fonte:  http://www.cenasdecinema.com/mpb-a-historia-que-o-brasil-nao-conhece/ Por Cecilia Barroso | 26/10/2011/ às 4:38  ...

abril 27, 2013

R&B Set - Music Experience: Elemento Soul & Ellen Oléria... Swing, Soul, Funk ...

R&B Set - Music Experience: Elemento Soul & Ellen Oléria... Swing, Soul, Funk ...: Na última quinta, 25/04, aconteceu em São Paulo, numa das casas mais sofisticadas da Cidade, o  Bourbon Street , um show peculiar, que reu...

Quinta Black (30/abr/2013) - Rio 40°


Roda de Samba Esquenta Todas as Sextas - POA


Flash Back Charme (4/mai/2013) - Rio 40°


Black Beans (19/mai/2013) com Presença de Nina Black - Rio 40°





Web Rádio Soul Black FM


Noite do Flash Back - Rio 40°


Web Blog Radio Dynamite Funk Sounds


Sintonia do Charme todas as Sextas-Feiras - Rio 40°


Confraria do Charme (1/mai/2013) - POA


New Night People (18/mai/2013) - BH Uai!


Acesse dance100parar.com e Dance Sem Parar!


Oficinas Arena carioca Dicró 2013 - Rio 40°


Baile Princesinha do Charme nas Segundas-Feiras - Rio 40°


Clube do Charme (11/mai/2013) - POA


Charme Pan aos sábados às 27 horas


abril 26, 2013

Soulful Black Women no Rio Grande do Sul (Brasil) - TOP 10: A Diva Soul Andréa Cavalheiro

Daniel Pradeep

No dia Internacional da Mulher 8/Março/2013 eu comecei a minha homenagem às cantoras negras. Primeiramente publiquei minha lista das TOP 10 internacionais no artigo Soulful Black Women In The Music (USA), são elas: 1. Tina Turner, 2. Whitney Houston, 3. Diana Ross, 4. Beyoncé, 5. Donna Summer, 6. Areta Franklin, 7. Toni Braxton, 8. Patti LaBelle, 9. Chaka Khan e 10. Dionne Warnick. Depois chegou a vez das cantoras brasileiras, Soulful Black Women na Música Brasileira - TOP 10: 1. Eliseth Cardoso, 2. Elza Soares, 3. Alcione, 4. Sandra de Sá, 5. Margareth Meneses, 6. Lady Zu, 7. Zezé Motta, 8. Negra Li, 9. Preta Gil e 10. Paula Lima.

Também iniciei uma série de homenagens às cantoras negras gaúchas. A primeira matéria trouxe um pouco da história da doce voz de Ana Lonardi (Soulful Black Women no Rio Grande do Sul (Brasil) - TOP 10: Doce Voz de Ana Lonardi).  Muitas ainda virão, como LomaZilá Machado, LetíciaMarietti Fialho e Valéria Houston, entre outras, umas mais Soul, outras Reggae, outras Samba, mas todas Blacks.

Agora é vez de Andréa Cavalheiro. Ela não sabe disso, mas a primeira vez que eu a vi cantar, não lembro ao certo, eu deveria ter uns 23 ou 24 anos. Eu estudava na UNISINOSThe Hard Working Band fez um show no Campus. Quando a banda começou a tocar eu fiquei louco por que era o tipo de som que eu adorava ouvir e pensei: - um dia eu quero ser como esses caras! Foi quando eu ouvi Andréa Cavalheiro, nossa Diva Soul, pela primeira vez! Lembro me bem de todos, mas foi sua voz e sua simpatia no palco, também a de Letícia e de Joe, que me envolveram mais, sem desmerecer todos os outros.

É com a Diva Cavalheiro, que eu comemoro hoje três meses do blog OUÇA YOUR SOUL (OYS), relembrando os primórdios de minha paixão pela música e pelo Soul. Infelizmente ou não, eu segui a carreira acadêmica e deixei a música de lado, até que em 2012 eu gravei meu primeiro trabalho solo. Mas isso não é foco agora, eu quero homenageá-la aqui por que sou seu fã e também por fazer parte da minha memória afetiva musical. Graças aquele momento na UNISINOS eu percebi que não estava sozinho e tinha mais gente aqui no Sul que amava a música norte-americana, já que vivia enorme conflito por não me identificar com a MPB, que era a paixão da maior parte dos meus amigos na época.
Andréa Braz Cavalheiro começou a cantar com 11 anos de idade. Não foi por opção, mas sim por que foi obrigada pela sua escola a fazer pelo menos um ano de aulas de canto. Eu pergunto que escola é essa? Deveríamos homenageá-la pela sua contribuição à música no Brasil, pois nos revelaram uma das maiores cantoras do sul do país. Na época, o Projeto Prelúdio, escola de música ligada a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, tinha um ensino direcionado ao erudito, com foco no violão clássico e na teoria musical. Com a revisão curricular, tornou-se obrigatório o ensino de canto coral. Foi um momento crucial para Andréa, que, imaginem, não gostava de cantar. Como iniciante, Andréa fazia aulas pela tarde e após um mês sua professora, a mesma que regia o coral da UFRGS, disse-lhe que aprendia muito rápido - mocinha está na hora de integrar o time de cantores do coral. Andréa ficou surpresa, pois isso só acontecia após aproximadamente dois anos de preparação, quando os coralistas representavam a Universidade em festivais. Mas o seu caminho foi bem mais curto e também, mais curto a sua resistência, pois a música havia lhe conquistada. Como diz Andréa: “fui devorada, única e completa pelo canto!!!!”



Até os 18 anos, a jovem cantou no Projeto Prelúdio e já com esta idade, sua voz tapava todo o naipe possível de coro. Ela cantava com as crianças, mas já tardava o momento de integrar o coro adulto, pois seu timbre não era mais o de uma garotinha. A partir daí, ingressou no Coro Adulto da Universidade. Depois seguiu no Coro 25 de Julho, Decálogo e Iatus. Além da trajetória como coralista, Andréa ainda contou com importantes preparadores vocais em sua formação, como Gisa Volkman, Rosana de Oliveira, Ida Weisfeld e Luciane Bottona. Mas toda essa preparação foi só um trampolim para algo especial que estava por vir. Surgiu um convite que foi determinante em sua carreira! Cavalheiro foi convidada para atuar no time de vocalistas da The Hard Working Band


Nessa fase Andréa encontrou a realização pessoal com o inicio de uma carreira artística mais sólida, mas também teve que esconder do seu pai, que era vivo na época, a sua atuação como vocalista em uma banda. A maioria dos pais tem uma preocupação padrão com o ingresso dos filhos no universo da música e seus respectivos riscos. Cantar na noite e não ter um salário fixo são os riscos mais temidos. Mas isso não impediu Andréa de continuar e atender toda a demanda da banda, que despontou e marcou história no cenário Soul do Sul do Brasil. Hoje, com 17 anos de estrada, The Hard Working Band segue com Cavalheiro, gravou três discos e ganhou vários prêmios. Andréa se tornou uma figura icônica no cenário Soul do Rio Grande do Sul. Sua voz potente faz jus ao seu posto de Diva Soul e não perde para muitas cantoras americanas.

Entretanto, nem tudo foi glória! De acordo com Cavalheiro, "a banda era composta por integrantes muitos jovens que se arriscavam, brigavam, aprendiam a estabelecer metas, viver em grupo, a ganhar e também perder dinheiro, a rir e chorar por nada e por tudo, a vencer os obstáculos mais importantes que eram as suas famílias, que no seu caso, hora acreditando e hora desacreditando, segue com as preocupações, pois sua irmã, que também estudou no Prelúdio, fez vestibular para a faculdade de música e passou!"


Atualmente a guerreira Andréa Cavalheiro (38 anos) só trabalha com música, eventos, shows, jingles, colaborando em gravações com diversos artistas de renome, o que, segundo ela: "gosto muito de fazer, por que aprendo muito com outras pessoas, outros estilos musicais, cantando em lugares com pouca gente, com muita gente, ganhando nada muitas vezes, e outras ganhando muito bem".

Ela ainda relata: "na verdade não posso reclamar, por que a vida me foi muito generosa comigo, presenteando-me com companheiros musicais de bom caráter e excelentes músicos  fazendo com que hoje eu seja reconhecida na maioria dos lugares em que canto, com respeito e carinho" 

Hoje Andréa se prepara para gravar seu primeiro trabalho solo. O CD será produzido pelo reconhecido Max Viana, filho de Djavan, que além de produtor é cantor, compositor e guitarrista. A nossa querida Diva Soul, assim como todos demais artistas independentes deverá obter a verba necessária para viabilizar esta sofisticada produção, que com certeza contará com o melhor time de músicos e compositores do país. Portanto, faço um apelo particular a todos os fãs de Andréa que contribuam para esta produção através do site vaquinha. Desejo todo sucesso a Andréa Cavalheiro e que seu CD sirva para lhe consagrar ainda mais como cantora por esse Brasil a fora!